Guia Informativo

Este Guia pretende fornecer informação prática sobre como o Consórcio AETC pode facilitar a mobilidade SMP (realização de estágio profissional no estrangeiro) para a realização de um estágio profissional numa empresa ou organização de outro país europeu, com duração mínima de 2 meses e máxima de 12 meses.

A leitura do Guia não dispensa a leitura do Regulamento do Consórcio, nem as demais regras constantes das Normas Administrativas e Financeiras para a Gestão de Subvenções Erasmus – Mobilidade e Consórcios – aprovadas pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação.

Os contatos para a formalização da solicitação da bolsa de mobilidade devem ser feitos através dos Gabinetes de Relações Internacionais e/ou de Estágios das instituições de ensino superior parceiras do Consórcio.

pdficon small Documento completo.

Razões para participar do Programa Erasmus

Quando a empregabilidade se constitui num dos principais desafios dos governos do mundo globalizado no início do novo milénio, a oportunidade de realizar um estágio profissional no estrageiro com certificação académica e com uma bolsa Erasmus é uma oportunidade única para enriquecer o currículo de qualquer jovem estudante, recém-licenciado ou aluno dos 1º, 2º e 3º ciclos. A experiência de mobilidade profissional em contexto transnacional, o contacto com outras línguas e a interação com profissionais de culturas diversas representam uma mais-valia na formação pessoal e profissional de qualquer jovem. Para além disso, a articulação entre os meios académico e empresarial promove a dinamização do mercado laboral e abre o caminho para a tão desejada participação das empresas nos percursos de formação académica dos jovens através das instituições de ensino superior e vice-versa.

Informações para Alunos

O estudante interessado numa mobilidade de estágio internacional deve estar atento às informações atualizadas em permanência no sítio do Consórcio AETC.
Deve consultar as ofertas de estágios e, caso alguma oferta lhe interesse, deve fazer um primeiro contacto com a potencial empresa/entidade de acolhimento. Sugerimos que, antes desta primeira comunicação, dirija-se ao Gabinete de Relações Internacionais e/ou de Estágios da sua instituição de ensino a fim de receber aconselhamento. O contacto com a empresa/entidade de acolhimento deve ser feito preferencialmente em inglês ou na língua indicada no anúncio de oferta de estágio. Nesta mensagem, o candidato deve explicitar, com correção linguística e num registo adequado, as suas motivações para concorrer à posição. Deverá juntar à mensagem o seu curriculum vitae (CV) em inglês segundo o modelo Europass (http://europass.cedefop.europa.eu/en/documents/curriculum-vitae).

Se for contactado pela empresa/entidade de acolhimento, deverá dirigir-se ao Gabinete de Relações Internacionais e/ou de Estágios da sua instituição de ensino, que fará as diligências necessárias para considerar a sua candidatura. Deverá apresentar um texto escrito em português ou em inglês, numa página A4 (Times New Roman 12, a espaço e meio), sobre o porquê de candidatar-se ao lugar. Deverá passar, posteriormente, em data a indicar pelo respetivo Gabinete, por uma entrevista de seleção, e, caso seja selecionado, por reuniões/participação em workshops a agendar com um tutor a ser designado pela instituição de ensino, que o vai auxiliar na preparação da mobilidade. Esta preparação consiste no aconselhamento sobre a documentação necessária para a mobilidade, dicas para a obtenção de alojamento, preparação linguística (sempre que a língua do país de destino seja ensinada na instituição de ensino superior de origem) e preparação intercultural.

No decorrer do estágio, o estagiário será acompanhado pelo tutor da sua instituição de ensino e pelo supervisor da empresa/entidade de acolhimento. É muito importante que o estudante esteja sempre contactável, devendo, quando houver alteração de morada, e-mail ou número de telefone e/ou telemóvel, comunicar a informação ao tutor e ao supervisor. É obrigação do estudante responder às tentativas de comunicação feitas por todos os intervenientes no processo de mobilidade em tempo útil. A prestação do estagiário será avaliada segundo os critérios que constam do Quality Commitment do Training Agreement, devendo prestar especial atenção a aspetos como: (a) assiduidade e pontualidade; (b) capacidade de integração na organização; (c) disponibilidade para adquirir e aplicar novos conhecimentos; (d) capacidade para integrar críticas; (e) capacidade para resolver problemas imprevistos; (f) capacidade de demonstrar iniciativa e criatividade; (g) capacidade de executar tarefas com qualidade e rapidez; (h) capacidade de relacionamento interpessoal; (i) conduta profissional correta; (j) sentido de responsabilidade, dentre outros.
Caso venha a beneficiar de uma bolsa Erasmus, poderá eventualmente receber uma ajuda suplementar da empresa/entidade de acolhimento, ainda que esta última não seja obrigatória, devendo ser negociada com a empresa de destino. Esta ajuda poderá ser monetária (os montantes serão matéria de discussão entre o candidato e a empresa/entidade) ou poderá traduzir-se no apoio a despesas com alojamento, refeições e transporte.

É da inteira responsabilidade do candidato a preparação de documentação necessária à mobilidade no que diz respeito ao passaporte (caso o país de destino não pertença ao Acordo de Schengen), Cartão Europeu de Seguro de Doença, e a contratação obrigatória de um seguro de viagem, uma vez que a instituição de ensino superior de origem do estudante garante apenas um seguro escolar que cobre exclusivamente os acidentes pessoais para atividades académicas. Recorde-se que, na União Europeia, são raros os países que cobrem integralmente as despesas com tratamento médico. Assim sendo, antes da partida, o estudante deverá apresentar no Gabinete de Relações Internacionais e/ou de Estágios da instituição de ensino superior de origem o comprovativo da contratação do referido seguro de viagem. No caso de ocorrência de qualquer acidente no decurso do estágio, o estudante deve comunicar a mesma logo que possível ao Gabinete de Relações Internacionais e/ou de Estágios da sua instituição de ensino.

Antes de partir para o estrangeiro, o estudante deverá delegar poderes de representação num procurador para que este possa representá-lo legalmente durante o período da mobilidade, informação que deverá ser fornecida à instituição de ensino superior de origem (poderá encontrar um modelo de procuração no sítio do Consórcio).
O Guia Geração Erasmus (abril de 2012) traz, na página 46, uma checklist que poderá ser útil na preparação da mobilidade. Verifique com o tutor designado pela instituição de ensino superior os itens que são importantes na lista.

Informações para Empresas/Entidades de Acolhimento

Receber um estagiário estrangeiro constitui-se numa excelente oportunidade para formar um futuro quadro, à medida das necessidades da sua empresa e integrar, na sua equipa, um profissional de qualidade. Para além de poder testar os conhecimentos do aluno numa determinada área, o estágio permitirá tirar o melhor partido de conhecimentos teóricos recentes e aplicá-los no quotidiano da sua empresa. Aproveite a oportunidade para consciencializar o estagiário sobre as suas obrigações profissionais e a necessidade da adoção de uma atitude ética no relacionamento com os colegas e com o público em geral. O supervisor designado pela empresa/entidade de acolhimento será o modelo que o estagiário vai seguir durante a sua mobilidade, sendo, por isso, uma referência fundamental no percurso profissional do estudante.

É importante oferecer ao estagiário um bom ambiente e condições adequadas ao desempenho das suas funções. O sucesso do estagiário dependerá, em grande medida, do plano de trabalho que a empresa lhe propuser e dos desafios que lhe lançar. Cabe ao supervisor da empresa/entidade de acolhimento acompanhar de perto o estagiário, monitorizando a qualidade do trabalho desenvolvido e oferecendo, sempre que possível, reforço positivo, através de críticas construtivas. É igualmente importante que o supervisor da empresa/entidade de acolhimento esteja regularmente em contacto com o tutor do estagiário na instituição de ensino superior, para discutir o desempenho do estudante e os aspetos positivos e negativos da mobilidade, procurando soluções conjuntas para qualquer dificuldade identificada.

Para que a certificação académica do estágio profissional se efetive, o supervisor da empresa/entidade de acolhimento deverá, para além de discutir regularmente o desempenho do estagiário com o tutor designado pela instituição de ensino superior no decurso do estágio, preencher o questionário/relatório de avaliação no final da mobilidade (ver documento Transcript of Records).

Ao aceitar receber um estudante com uma bolsa de mobilidade para estágio internacional, a sua empresa estará a associar-se à marca Erasmus e a contribuir decisivamente para a entrada do estudante no mercado de trabalho.

Informações para Empresas/Entidades Parceiras do Consórcio

Para além de associar a imagem da sua empresa à marca Erasmus que é responsável, desde 1987, pela mobilidade de mais de dois milhões de pessoas em 33 países, poderá alargar consideravelmente a sua carteira de contactos através de um dinâmico processo de networking, promovido pelos parceiros do Consórcio AETC, na sua área de atuação profissional e em áreas afins.

Com o auxílio do Consórcio AETC, poderá, caso esteja interessado, recrutar um estagiário português para uma sucursal da sua empresa no estrangeiro ou um estagiário estrangeiro para a sua empresa em Portugal.
Este site foi financiado com o apoio da Comissão Europeia. A informação contida neste site vincula exclusivamente o autor, não sendo a Comissão responsável pela utilização que dela possa ser feita.

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